Planeta dos Nerds do Inferno

November 18, 2008

Luciana Brusco

Coisas de mulherzinha

Tenho feito avanços consideráveis na tarefa de ser uma mulherzinha mais decente. Certamente já fui à manicure mais de 10 vezes nesse ano, um recorde absoluto (talvez se juntar 2004, 2005, 2006 e 2007, eu consiga somar 10 visitas a manicures). E nos últimos dois meses, consegui adquirir o hábito de passar hidratante no rosto. Como brinde, ganhei também o hábito de passar protetor solar no rosto antes de sair de casa, porque o creme frufru vem com filtro.
O único hábito que não colou e acho que nunca vai colar é a maquiagem. No máximo um batom no inverno, pros lábios não secarem e enfeiarem.
Tenho diversos problemas com a maquiagem. Um deles é que não dá pra ficar coçando os olhos pra não estragar. Não que eu precise coçar os olhos 7 vezes por dia, mas só de saber que não posso, tenho vontade.
Outro problema é que a maquiagem tem de ser retirada. Lembro de quando comecei a sair à noite com as amigas. Elas todas lindas com suas maquiagens elaboradas e bem-feitas, e eu com o mínimo existencial, executado mal e porcamente. Desde aquela época eu não via sentido em realizar um esforço sobre-humano (pra mim é muito complicado fazer um traço reto com um lápis de olho) pra fazer uma maquiagem e, antes de dormir, com o maior sono, ter de tirar tudo. E se ficasse com alguém, pior! Beijo na boca = gosto de batom + duas pessoas borradas. Beijos no rosto = gosto de base/pó/blush. Ugh!
Eu sei, vão me dizer que com a prática, eu aprendo. Mas me convenci de que não quero aprender. Maquiagem só quando estritamente necessário. Nas ocasiões em que precisar me maquiar bem linda, vou a um salão de beleza. A variedade de produtos e cores que o maquiador vai ter, eu jamais teria. Sai até mais barato pagar alguém uma ou duas vezes por ano (quando eu realmente preciso de uma maquiagem boa) do que comprar um monte de coisas que vão apodrecer bem antes de acabar.
Excluído o fardo da maquiagem, a tarefa para os próximos meses é ir ainda mais freqüentemente à manicure. Isso é outra coisa que eu poderia fazer em casa, mas também me faltam habilidade e paciência. Há anos eu tento fazer minhas unhas e há anos me irrito (Millu, acho que, entre os vários surtos de irritação, tu ainda não me viu brigar com as coisas de fazer unhas. Grande "perca"). Ou me tiro uns pedaços dos dedos, ou não consigo pintar direito (consigo fazer meleca até com esmalte branquinho) ou ambos. Desisti.
Gostei de adotar a teoria de pagar para que uma pessoa com os conhecimentos específicos faça bem-feita uma tarefa que eu faria meia-boca. Felizmente, tem uma coisa de que não dá pra reclamar nesse país: preços de tias embelezadoras. Pelo trabalhão que dá e pelo tempo que perdem, as manicures custam MUITO barato. Os poucos reais que eu gasto pagam todo o desgosto que eu deixo de ter.
E, por fim, outra coisa de que muito me orgulho: aboli lâminas da minha vida. Sou o orgulho das depiladoras, faz muito tempo que não uso gilette ou similares para sumir com os malditos pelos que insistem em me enfeiar. Sempre dói, mas consegui me disciplinar pra sumir com as lâminas da minha vida. Sou uma pessoa bem melhor, tenho certeza.

November 18, 2008 04:34 AM

November 17, 2008

Fernanda Lobato

O que faz tudo valer a pena…

Ter um filho dá trabalho. Muito trabalho. Tem dias que tudo que você quer é fazer o que lhe der na telha. Mas a obrigação está lá, comida, banho, ninar, interagir. Ter um filho é bem diferente de ter um cachorro ou gato, não importa o quanto você gaste ou se dedique ao bichinho.

Ter um filho faz você matar cada pequeno recanto de egoísmo. Suas roupas não são mais suas, seu tempo não é mais seu, sua privacidade e descanso podem ser interrompidos a qualquer momento.

Alguns pensam que é loucura abrir mão da privacidade e da liberdade pela escolha de parir e criar outro ser.

Mas é legal. Há coisas que só se vive com filhos. O pequeno carrapato agarrado em ti logo que você chega, não lhe dando espaço para nem tirar os sapatos. Ver a criaturinha evoluindo, descobrir manias tão suas quanto a do seu parceiro. As caretas, os jeitos. A forma que ela pega o giz de cera e risca o papel. As tentativas em riscar e usar de tintas as mais diversas superficies e materiais. Sair por aí limpando cada risco. Ensinar, ter calma e aplaudir cada bom comportamento. Se abrir mais, falar mais, explicar mais. Ver a cara de felicidade de cada descoberta e os bicos por cada “não”. Ser flexivel e lidar com o inesperado. Tirar o melhor de mim.

Eu amo minha filha cada dia mais.

by cacau at November 17, 2008 07:02 PM

November 16, 2008

John Kliff

Intrepid fail; ou tirando a poeira do blog

Não ando escrevendo muito por aqui. De agosto pra cá andei ocupado saindo do emprego antigo (sem a oportunidade de testar ssh sobre http, infelizmente), principiando coisas mais concretas com a AlphaObject (sala, projetos, etc) e, obviamente, deixando às moscas isto aqui. Desde algumas poucas semanas eu tenho aguardado para postar ...

November 16, 2008 06:00 AM

Luciana Brusco

Querido diário: meu fim de semana no interior foi assim

Acho sempre muito bom visitar parentes no interior. Dessa vez, eu não estava muito a fim de vir, mas eu tinha certeza de que chegando aqui, acharia ótimo e ainda iria me arrepender se tivesse ficado em casa.
Vim.
Como sempre, super bem recebida, e sempre com muita e deliciosa comida. Começou pelo café da manhã na tia Ana: BOLO DE MILHO com coco. AMO bolo de milho (como deu pra perceber nos meus twitts), é o melhor bolo de todos. Para o almoço, churrasco de ovelha. Sou meio cri-cri para comer ovelha, mas é claro que a carne aqui estava excelente. À tarde, mais bolo de milho na tia Ana e depois, a única torta de bolacha do mundo na casa da vó. Não como torta de bolacha em nenhum outro lugar. Nhaaaam. Talvez sobre um pouco pra levar "pro mano".
Quase fiquei triste com a janta. Tava contando com uma sopa de agnolini (capeletti é coisa de porto-alegrense), mas não conseguiram encontrar bons agnolinis na cidade. Ainda assim, a vó conseguiu fazer um caldo sensacional e serviu sopa de massa mesmo. Não tão bom quanto seria o agnolini, mas ainda assim, delicioso.
De volta à casa da tia Ana, uma das primas (Joana) ofereceu um chocolate frufru que tinha ganhado do namorado e não gostou. Comi pra não sobrar =P
O cardápio do almoço de amanhã ainda não foi decidido pelas tias, mas sei que não preciso me preocupar. Qualquer coisa que escolherem será muito boa.
Para o café da manhã, mais bolo de milho. Só paro de comer quando acabar.
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Sananduva (cidade do interior onde eu estou) é lugar para embelezamentos baratos. Por DEZ REAIS, a manicure super querida e habilidosa faz mãos e pés.
Hoje ousei e pintei as unhas do pé com o mesmo rosa chamativo das mãos. Não lembro de já ter feito isso, era sempre uma base ou uma cor clarinha nas unhas dos pés. Ainda não me acostumei, fico o tempo todo olhando pra baixo. Fiquei com medo de parecer meio brega, mas acho que está legal.
Mais tarde, as primas e as tias noveleiras observaram que a cor das minhas unhas é a mesma da Deborah Secco, na novela das 8. "PQP! Que péssimo!" Deu vontade de tirar, odeio usar "o que estão usando na novela". Mas dane-se, não sou tão culta e fina assim pra ficar repudiando sempre todas as modinhas lançadas pela Globo. Achei a cor bonita e, em minha defesa, foi apenas coincidência.
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Minha vó ainda não conseguiu se conformar com meu cabelo loiro platinado. Acho que da próxima vez que vier, pra evitar o desgosto dela, usarei uma peruca.
Eu também gostava da cor original, mas me identifiquei bastante com o cabelo "novo", ele fica assim por mais um bom tempo.
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Visitar a família no interior só tem uma coisa MUITO ruim: banho com chuveiro elétrico. Acho que os parentes têm alguma coisa muito séria e secreta contra aquecedores a gás ou boilers. Só pode ser isso, porque não consigo achar um bom motivo para que as pessoas não usufruam do conforto de um banho decente nas suas casas.

November 16, 2008 02:04 AM